13 de nov de 2017

A Odisseia da marmita

 Emanuelle Braga Delgado                                    Turma: 1º ano - Química

 Tema: Como sobreviver à fila do microondas e não morrer de fome na hora do almoço do IF

O almoço era para ser um momento tranquilo e calmo para todas as pessoas. Certo? Errado! Para toda regra, há uma exceção, e neste caso, a restrição é aos alunos do IF. Nesta hora do dia, a escola se torna um grande campeonato e todos disputam por um simples prêmio: o microondas. Isso não aconteceria, se todos possuíssem o “espírito de cooperação” e fossem, pacificamente, esquentar sua comida sem competir com o próximo e, principalmente, roubar seu lugar na fila.
Mas em uma terça-feira, eu e minha amiga Isa, resolvemos pegar um “atalho” para almoçar, e fugir, pelo menos um dia, desta grande maratona.
      _Manu, vamos à cozinha dos professores esquentar nossa marmita? Nunca tem gente lá, e hoje temos reunião às 12h30, lembra? - disse ela, um pouco animada.
      _Claro, vamos sim! - um convite muito atraente para quem está com fome.
Saímos da aula e fomos rumo ao nosso prêmio, mas ao nos aproximarmos do destino, nos deparamos com alguns professores começando sua refeição e a única frase que vinha em mente era: “Nunca tem gente lá”.
Ao chegarmos, nos encontramos com duas funcionárias almoçando e nossa primeira reação foi uma crise de risos. Mas ela não se encerrou facilmente, pois tivemos uma pequena dificuldade em arrumar as marmitas dentro do aparelho e ligá-lo, o que fez com que a vontade de rir aumentasse.
Seriam seis minutos longos naquele lugar, e para tirar o nervosismo do ambiente, iniciamos uma espontânea conversa com as funcionárias, que para nossa surpresa, interagiram conosco. A conversa evoluiu, mas fomos interrompidos por nossa professora orientadora que queria esquentar sua marmita. Tínhamos reunião com ela, mas ao ver o tempo que ainda faltava para nossa comida esquentar, resolveu adiar a reunião:
      _Meninas, vamos mudar o horário para 12h50, pois não conseguirei almoçar a tempo.
Apenas assentimos, sabendo o motivo da mudança. Ouvimos o “apito” do microondas e, desesperadamente, retiramos a marmita e saímos da cozinha, rindo muito durante o trajeto até nossa sala, mas felizes por comer uma comida quentinha e gostosa.
Saibam, que nem sempre é bom pegar atalhos na vida, pois caminhos mais curtos e desconhecidos são instáveis e cheios de surpresas. No nosso caso, a consequência foi algo hilário, mas às vezes, pode exigir um preço um pouco alto. 

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